Jornalistas revelam “regras de ouro” para editores de texto

Na última quinta-feira (16/6), editores de publicações voltadas ao público jovem compartilharam algumas de suas experiências em uma oficina de edição de texto, promovida por IMPRENSA.

Frederico Di Giacomo, editor-chefe digital do Núcleo Infanto-Juvenil da Editora Abril, e Karin Hueck, editora da revista Superinteressante, apontaram “regras de ouro” na hora de lapidar uma matéria.

Segundo os profissionais, é necessário que, em primeiro lugar, o jornalista conheça seu leitor. “Isso interfere muito na maneira como você vai escrever”, explicou Karin. Para a jornalista, saber equilibrar o desejo do leitor com estar um passo à frente dele é essencial.

“Tudo no texto tem de ter um motivo para estar lá”, destacou Giacomo, ressaltando a importância de se pensar em uma estrutura antes de redigir a reportagem. “Não saia escrevendo, não saia editando. Pense”, completou Karin.

De acordo com os jornalistas, o editor “não deve chorar pelos caracteres derramados”. Sobretudo porque é seu o papel adequar e tornar mais interessante o texto do repórter — sempre se preocupando em estabelecer um diálogo e parceria entre as duas funções.

O editor também deve procurar “traduzir o mundo” para o leitor e evitar repetições. Obrigar quem lê o texto a procurar alguma palavra no dicionário é algo que não deve ocorrer, segundo os jornalistas.

Para cumprir todas as “regras”, o repertório é fundamental. Os editores citaram grandes nomes da literatura, como Stephen King e George Orwell, para frisar que jornalistas são contadores de histórias e, em razão disso, devem ler muito. “É a ferramenta. É fundamental”, disse Giacomo.

Fonte: Portal Imprensa

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